Para dar vida ao projeto, realizamos um processo seletivo aberto para a formação da primeira turma de agentes da Defesa Climática Popular. Buscamos pessoas com vínculos no Jacarezinho e dispostas a contribuir para soluções coletivas diante dos desafios climáticos.
A seleção valorizou a diversidade do território — tanto de trajetórias quanto de experiências — para garantir que diferentes olhares estivessem presentes na construção do projeto.
Ao longo das inscrições e entrevistas, foi possível perceber o quanto o Jacarezinho tem lideranças fortes, conhecimento local acumulado e uma enorme disposição para enfrentar os impactos das enchentes, do calor extremo e de outras situações que afetam o cotidiano da comunidade. O resultado foi uma turma plural e representativa:
- Mais de 90% da turma se autodeclara negra (pretos e pardos)
- Tem gente de todas as idades – da experiência dos mais velhos à disposição dos mais jovens.
- Cada canto do jacarezinho está representado! Garantimos uma ampla representação do território.
- Maioria de mulheres!
A partir dessa formação, as pessoas selecionadas passaram a integrar um ciclo de encontros sobre clima, território, autodefesa, mapeamento e estratégias de cuidado coletivo. O objetivo é fortalecer capacidades locais, apoiar respostas rápidas a situações de risco e ampliar a participação comunitária na construção de soluções sustentáveis.
A turma de agentes é, hoje, um dos pilares do projeto — um grupo que conhece o território como ninguém e que está comprometido em transformar essa experiência em ações concretas para enfrentar os desafios climáticos no dia a dia.
